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Autoavaliação Anvisa 2026: o que muda para hospitais sem UTI e como se preparar

6 min de leitura
Gestores hospitalares analisando indicadores de segurança do paciente em sala administrativa

A partir de 2026 a autoavaliação nacional de segurança do paciente alcança também instituições sem UTI, com 23 indicadores de estrutura e processo.

A autoavaliação nacional de segurança do paciente deixa de ser um instrumento restrito a instituições com UTI. A partir de 2026, a Anvisa oferece essa opção também para hospitais sem leitos de terapia intensiva, ampliando o alcance do monitoramento nacional.

Para a gestão, a mudança não é apenas formal: ela transforma a segurança em uma rotina declarada, medida e comprovada — não em um esforço concentrado em um único setor.

23 indicadores de estrutura e processo

O instrumento observa 23 indicadores que avaliam se a segurança está efetivamente organizada na operação do hospital: fluxos definidos, responsabilidades nomeadas, registros disponíveis e práticas aplicadas no dia a dia.

A leitura é institucional. Não basta que um setor tenha maturidade; a evidência precisa aparecer de forma transversal, incluindo as áreas internas menos visíveis da operação.

Base regulatória: RDC 36/2013

Os indicadores se apoiam na RDC 36/2013, norma que institui as ações de segurança do paciente nos serviços de saúde e orienta a gestão de riscos e as boas práticas assistenciais.

Quem já organiza sua operação segundo a norma tende a responder à autoavaliação com naturalidade. Quem trata a segurança como documento avulso encontra lacunas na hora de comprovar.

Resposta declarada exige evidência

Parte dos indicadores pede documentação comprobatória. A resposta precisa ser sustentada por evidências reais da operação — protocolos assinados, registros com data e responsável, planilhas de monitoramento, atas e treinamentos.

O caminho prático é simples: mapear cada indicador, identificar qual documento o comprova e corrigir agora os pontos em que a evidência não existe.

Onde a operação pós-óbito entra

Áreas internas sensíveis, como a morgue hospitalar, sustentam vários desses requisitos: fluxo, rastreabilidade, controle de acesso, gestão de resíduos e registro de temperatura.

Estruturar essa etapa com protocolo auditável é uma das formas mais rápidas de fechar lacunas de evidência antes da autoavaliação.

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Dra. Juliana Quintal

Diretora de Compliance