
A partir de 2026 a autoavaliação nacional de segurança do paciente alcança também instituições sem UTI, com 23 indicadores de estrutura e processo.
A autoavaliação nacional de segurança do paciente deixa de ser um instrumento restrito a instituições com UTI. A partir de 2026, a Anvisa oferece essa opção também para hospitais sem leitos de terapia intensiva, ampliando o alcance do monitoramento nacional.
Para a gestão, a mudança não é apenas formal: ela transforma a segurança em uma rotina declarada, medida e comprovada — não em um esforço concentrado em um único setor.
23 indicadores de estrutura e processo
O instrumento observa 23 indicadores que avaliam se a segurança está efetivamente organizada na operação do hospital: fluxos definidos, responsabilidades nomeadas, registros disponíveis e práticas aplicadas no dia a dia.
A leitura é institucional. Não basta que um setor tenha maturidade; a evidência precisa aparecer de forma transversal, incluindo as áreas internas menos visíveis da operação.
Base regulatória: RDC 36/2013
Os indicadores se apoiam na RDC 36/2013, norma que institui as ações de segurança do paciente nos serviços de saúde e orienta a gestão de riscos e as boas práticas assistenciais.
Quem já organiza sua operação segundo a norma tende a responder à autoavaliação com naturalidade. Quem trata a segurança como documento avulso encontra lacunas na hora de comprovar.
Resposta declarada exige evidência
Parte dos indicadores pede documentação comprobatória. A resposta precisa ser sustentada por evidências reais da operação — protocolos assinados, registros com data e responsável, planilhas de monitoramento, atas e treinamentos.
O caminho prático é simples: mapear cada indicador, identificar qual documento o comprova e corrigir agora os pontos em que a evidência não existe.
Onde a operação pós-óbito entra
Áreas internas sensíveis, como a morgue hospitalar, sustentam vários desses requisitos: fluxo, rastreabilidade, controle de acesso, gestão de resíduos e registro de temperatura.
Estruturar essa etapa com protocolo auditável é uma das formas mais rápidas de fechar lacunas de evidência antes da autoavaliação.
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