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Quando a responsabilidade fica dividida, o controle também fica

5 min de leitura
Equipe hospitalar multidisciplinar reunida em mesa de trabalho coordenando processos

Manutenção, enfermagem e administração cuidam de partes de um fluxo que precisa funcionar como um todo. O resultado é uma operação sem dono.

Na maioria dos hospitais, a operação da morgue não está sob uma única gestão. Ela é dividida entre três frentes que fazem bem o que lhes cabe — e nenhuma responde pelo conjunto.

01. Manutenção

Cuida da câmara, da refrigeração e da estrutura física. Não responde por documentação, custódia ou atendimento à família.

02. Enfermagem

Assume a etapa assistencial e o preparo inicial, muitas vezes fora do escopo formal da função e concorrendo com a assistência ao paciente vivo.

03. Administração

Conduz declarações, autorizações e liberações, sem visibilidade do que ocorreu fisicamente na área nem do tempo de cada etapa.

O efeito da divisão

Fluxo fragmentado gera três consequências previsíveis: ausência de indicador consolidado, variação de protocolo entre plantões e demora para identificar responsável quando algo dá errado.

A correção não é cobrar mais de cada setor. É unificar o fluxo sob uma gestão especializada, com um único ponto de responsabilidade técnica e registro contínuo de cada etapa.

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Dra. Juliana Quintal

Diretora de Compliance